quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Menina do Ônibus Lotado


                 Há acontecimentos na vida da gente que não temos coragem para contar nem mesmo para as amigas, mas encontrei aqui nesse site, uma oportunidade de reviver esse fato isolado, no mês em que completei meus 15 aninhos, cheia de sonhos e ilusões de mocinha e já achava conhecia os segredos do mundo, época que ainda nem conhecia meu marido, um homem atencioso, bom pai, mas meio possessivo, e por isso também não tive a coragem de contar essa historia, até porque nossos maridos acham que nosso passado lhes pertence.
                    Tinha discutido com o namoradinho, e tava voltando para casa sozinha muito aborrecida, o trânsito tava lento e apanhei um ônibus lotado. Com dificuldade consegui subir o degrau do meio da porta. Estava muito quente aquele dia e eu ali espremida sem poder me mexer.  Eu já era meio gordinha, não sou alta, usava um vestido acima dos joelhos e quando levantei meu braço para me segurar, tinha que puxar o vestido com a outra mão para esconder a calcinha.  A viagem seguia lentamente, e no ponto seguinte, entrou outro passageiro, e não vi direito como ele era porque não conseguia nem virar o rosto naquele aperto. Senti que era um homem alto, pois apesar de estar um degrau abaixo, eu podia sentir seu perfume e sua respiração. Encostou em minhas costas, bem colado, notei que era um homem forte, pois soltei minha mão um pouco de deixei meu corpo apoiar no dele para descasar da posição. No ponto seguinte, subiu um rapaz, e isso fez que ele me apertasse mais, já podia sentir seu volume roçando minha bunda carnuda de menina. Ele passou uma das mãos por minha cintura e me puxava, parecia tudo natural naquele aperto. Fiquei com receio de reclamar para não criar confusão ali, afinal em menos de meia hora, chegaríamos ao final de linha. Deixei ele continuar se esfregando, estava muito excitado, segurava minha cintura como um cachorro afoito sobre a cadela no cio, já tinha visto essa cena na rua de lá de casa. Comecei tentar desviar meu pensamento daquilo para ver se o tempo passava logo e terminasse aquela vigem. Sentia o perfume do seu desodorante, sua respiração estafa ofegante agora, sua boca tocava minha orelha, e isso agora me fazia arrepiar. Seu braço por minha cintura gordinha dava para ver que estava de paletó cinza. No balanço do ônibus passando pelos buracos e obstáculos, me fazia lembrar mais do cachorro afoito penetrando na cadelinha. Senti minha calcinha melando enquanto ele me dominava por trás. Empinei a bundinha e abri um pouco as pernas para ele se satisfazer. Ao sentir minha aceitação, beijou meu pescoço e com a respiração acelerada falou baixinho ao ouvido, “vou gozar agora, meu tesãoooo!”. Naquele momento, pude entender a satisfação que a cadelinha sentia qd o cachorro agitava sobre ela.
    Então ele parou de repente, ficou dócil e olha que aquilo estava tão gostoso que forcei minha bunda sobre o volume dele, mas continuou parado, Tirou o braço de minha cintura, diminuiu a pressão nas minhas costas, e na minha ingenuidade fiquei sem entender o motivo dele não ter continuado os carinhos.
    Chegamos ao final de linha do ônibus, e o motorista abriu até as portas de trás, por onde aquele homem saiu sem nem olhar para mim, Paguei minha passagem, enquanto olhava pela janela aquele homem alto, magro, bem vestido desaparecer na multidão.
                    Confesso que gostaria de ter mais abertura para falar dessas coisas com meu marido, pois essa lembrança, que aqui, pela primeira vez tive coragem de contar, e que muitas vezes serviram de estímulo nas vezes que meu marido me pega por trás, fico com o pensamento naquele homem do ônibus me apertando excitado. Também quando vejo uma cadela no cio, os cachorros cheirando a xereca dela, logo me lembro do safadinho cheiroso no meu pescoço.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Boquete no trem




Interessante com certos acontecimentos marcantes ocorrem em ocasiões imprevisíveis, como foi num período agitado, quando eu fazia faculdade de  engenharia na cidade de Barretos, morando em “republica” com mais quatro colegas, cada um de cidades diferentes. Minha família morava em Santo André, e eram mais de 400km de distancia que separava do carinho materno e amigos da infância.
Essa distancia e as dificuldades financeiras faziam com que as viagens para visitar a família fossem de apenas uma vez a cada dois meses, para reabastecer de abraços e dinheiro para custear as despesas regradas.
Era a única faculdade da cidade, e o vestibular era feito na USP, de forma todos os estudantes ali viam de outras cidades, e a opção mais econômica na época para rever a família era viajar de trem da Paulista para São Paulo, que saia todas as noites da plataforma da estação de Barretos. Ali iam somente alguns estudantes de menor poder aquisitivo (a maioria ia de ônibus, leito) e outros moradores  o que não chegava a lotar os vagões naquela viagem animada.
Numa dessas viagens aventura, também embarcou um pessoal de uma família conhecida, algumas meninas animadas, na faixa de 15 a 17 anos. Nos cumprimentamos de longe, fingindo desinteresse mas felizes por partilhar com elas aquelas horas de convívio. Elas ficaram em outro vagão adiante do carro restaurante e nós no penúltimo carro.
Lá pelas 22:00h, estava sem sono e agitado, fui beber alguma coisa para afugentar o tédio, e lá no carro restaurante as encontrei lanchando e bebendo refrigerante. Dei um jeitinho e entrei na conversa animada, foi quando conheci Anna, talvez 16 anos, morena alta, olhar sedutor de menina mulher. Cabelos castanhos pouco abaixo dos ombros. Usava uma camiseta amarela folgada, bem decotada que deixava ver os bicos dos seios contundentes. Fui me aproximando dela e nossa conversa foi fluindo com  leveza. Ficamos ali mais de uma hora numa troca de risos e olhares. Quando já se aproximava da meia noite, era final do expediente do restaurante, o pessoal começou a se dispersar, e ficamos somente nós ali mais um pouco, jogando conversa. Falei pra ela que estava sentado no carro posterior ao carro restaurante, e a convidei para irmos lá dar uma movimenta. Chegando lá, nos sentamos próximos, estava meio frio, com o vento entrando pelas janelas abertas. Tirei um lençol da mochila e a ajudei a se aquecer. Ficamos assim, quase que abraçados, sob o lençol. Foi então que ela resolveu esticar as pernas, deitou a cabeça no meu colo, joelhos dobrados no braço da poltrona no corredor.
Ela se movia enquanto conversava, e nisso dava pra sentir seu rosto deslizando no meu colo, e aquilo me estimulava muito. Mas fiquei com receio de avançar naquele impulso de reagir segurando ela e assustar. Os movimentos do trem e aquela luz fraquinha no teto conspiravam no meu desejo.
 O assunto foi se acabando, agora era o desejo e a cumplicidade da fantasia, eram visíveis os movimentos dela esfregando seu rosto nas minhas pernas. Então cobriu o rosto com o cobertor, encostou sua boca por cima da calça sobre aquele pau pulsando. Começou a dar beijinhos leves e discretos, sem mover a cabeça. Coloquei minha mão sobre sua cabeça, na aprovação daquela brincadeira deliciosa, mas para minha decepção, ela parou os movimentos, ficou imóvel, mas ao retirar a mão de sua cabeça ela retomou aos movimentos, cadenciados, e assim começamos a estabelecer uma comunicação.
Os movimentos iam ficando mais atrevidos, quando ela desceu o zíper de sua calça e enfiou uma das mãos entre as pernas. Minha respiração estava ofegante, respirava fundo e tentava facilitar que sua boca encontrasse minha glande. Aquilo realmente estava acontecendo, e quando ela se agitou mais, soltou meu cinto, abriu a calça e puxou afoita, de dentro da cueca aquele troféu pulsante. Enfiou inteirinho na boca e foi se acalmando. Finalmente ali quietinha sob o lençol , havia encontrada uma posição favorável,  e com uma de suas mãos entre suas pernas e a outra controlando o pênis, gemia baixinho no ritmo dos movimentos. O barulho das rodas sobre o trilho abafava os gemidos. Confesso que desejava que o tempo parasse ali, mas de repente ela ficou rígida e tremendo, me chupou com tanta força que parecia querer acelerar a saída de todo esperma contido, para dentro da boca. Depois foi relaxando, ficou ali parada quietinha, sempre com a cabeça sob o lençol. Creio que estava repassando o filme, a ficha havia caído e qual destino dar ao esperma que havia inundado sua boca. Engolir ou cuspir?
Passados uns três minutos naquela quietude, ela se levantou sem dar uma palavra, e desapareceu em direção do vagão que estava sua família e amigas. O sono veio e quando acordei estava chegando a São Paulo.
Passaram-se quase três anos, e uma tarde no campus da faculdade, vi aquela garota do trem, sentada no gramado com o namorado. Estava linda, seu corpo tomou mais proporções de adulta. Parei olhando de longe, e enquanto ela beijava apaixonadamente o namorado, a lembrança voltou a me excitar, e me perguntei: ela engoliu o esperma?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Orgasmo Menino


 I
A “primeira vez” é tudo muito mágico, talvez devido aos sentidos estarem alertas a todos os detalhes que antecedem a nova experiência. Uma combinação de medo, curiosidade e incerteza, onde as lembranças ficarão registradas na memória para toda vida. E essas lembranças retornarão algumas vezes seja para animar uma conversa, compor fantasias, ou quem sabe até a pretensão de provocar empatia no leitor, como esse relato de minha iniciação nesse universo maravilhoso do orgasmo, o meu primeiro orgasmo.
                A fidelidade dos fatos fica aqui por conta da minha consciência, de imagens e personagens desbotadas pelo tempo, e ou da incapacidade de compreensão daquele mundo longe no tempo, agora aqui adaptadas para a composição desse modesto conto, sem alterar o conteúdo.
II
Em uma época em que vivia com meus tios, um sitio isolado no interior de São Paulo, próximo à Mococa, a margem do rio Pardo. Meu tio Fagundes, homem magro, vergado, analfabeto funcional, empregado de uma pequena usina hidroelétrica. Maria Angélica minha tia estava com aproximadamente 30 anos e já apresentava sinais claros de demência senil, corria pela casa e quintal, na tentativa inútil de administrar a hiperatividade suas 03 filhas, Lurdinha, Zezé e Terezinha, meu irmão caçula Carlos e eu, o mais velho da turminha, com 11 anos de idade.  Ali passamos parte de nossa infância entre risos e lágrimas, e aqui agora pela primeira vez,  transformo as doces memórias em um conto, como um atestado de eternização dos daquela sequência de acontecimentos que levaram a meu inesquecível primeiro orgasmo.
Entre encontros e abandonos, passávamos o dia brincando pelo quintal imenso cheio arvores, bananeiras, bambuzal, galinheiro e até mesmo um chiqueiro (cercado para cria de porcos). Isso me faz lembrar um detalhe interessante em se tratando de lembranças, é que quando se retorna a um local da infância, a impressão é de que tudo ali encolheu, o cenário na realidade é menor que aquele retido na memória.
Molequeira mesmo era subir nas árvores, explorar alturas, ficar alem, acima de tudo, a sensação do poder, e para isso me apossei de uma das arvore do quintal, um pé de jabuticaba. Havia duas delas próximas, e escolhi a mais alta, porém estéril, que negava nos saborear com as frutinhas pretas coladas ao caule. As poucas folhas retorcidas e tímidas relutavam em não ficarem verdes, num contraste com daquele cenário de projeção infinita. Mas havia outro precedente além do aspecto macabro: a jabuticabeira era habitada e defendida por uma comunidade hostil de marimbondos, que se tornaram coadjuvantes fundamentais dessa encantada experiência que estava por acontecer.
III
E assim iniciou a guerra do menino x marimbondos. Foram dias de observações e estratégia. Passando ao lado olhando as muralhas cinzentas do inimigo (pouco maior que um limão) pendurada no galho mais alto. Sua de aparência discreta deixava ver os poucos guerreiros desanimados entrando e saindo, e isso fazia minha coragem crescer, ate um dia, que juntei varias pedras ali do chão, escolhi uma posição de combate e comecei a batalha. Um bombardeio de pedras para expulsar o inimigo, e a reação foi imediata, e daquela pequena bolinha cinza, saíram dezenas de bichinhos organizados, voando bastante rápido, perseguindo e atacando tudo que se movia ao redor. Corremos apavorados fugindo para esconder dentro de casa, respiração ofegante, olhos arregalados. Fechamos todas as portas e janelas, apagamos a luzes. Minha tia tava a beira de um enfarto, pedindo um copo de água evocando todos os santos de plantão. Dava para ouvir os grunidos dos porcos agitados lá fora sendo picados pelos insetos. Aprendi naquela hora o sentimento de eternidade e caos, o tempo parou contrariando o saudoso Cazuza. Somente abrimos a porta da frente no outro dia pela manha com meu tio seguindo na frente e nós escondidos no quarto.
Não preciso dizer que minha tia acertou meus débitos com ela e o chinelo, que por sinal, corretivo justo e merecido. Passaram-se dias sem nos aproximar do campo de batalha, as lembranças não ajudavam, já era tempo de chuvas, temporais, relâmpagos, ventania, enchente do rio, e somente Santa Barbara continuava lá fora, fiel e protetora. Via nos olhos das minhas primas e meu irmão a reprovação daquele ato irresponsável. 
Embora ainda sem os conhecimentos dos incentivos de Maquiavel, e se “o fim justifica os meios”, era chegada a hora de relevar a chinelada e o olhares reprovadores da prole,  seguir em frente para a  conquista e retomada da Jabuticabeira.
E ali timidamente parado, olhando de longe para o circulo de pedras no chão ao redor de seu tronco, fiquei a espera do Santo Protetor dos Meninos Hiperativos para ajudar nessa contenda, e dava para ver bem os destroços da Casa dos Marimbondos ali destruída, restando pendurada apenas uma latente parte côncava de sua antiga cobertura.
IV
Não havia missa aos domingos ali naquele lugar esquecido de outros humanos, e a fé era cultural, assim se passavam os dias numa rotina de acordar, brincar, e talvez conquistar. Reconquistar minha jabuticabeira, e aquele domingo pela manha, representaria o dia "D". Os meninos brincando sob a outra jabuticabeira amiga, e ficaram espantando com a passagem do Don Moleque em direção a La Jabuticabeira. Ainda sinto os apelos à desistência que poderiam ter mudado o rumo dessa historia, porem eles fortaleciam mais ainda a determinação.
Comecei então a escalada do posseiro, subindo na árvore, segurando nos galhos e outros galhos, ganhando altura enquanto o chão ia se distanciando lentamente. Era a gloria do vencedor, e os olhos dos meninos acompanhando a odisséia de menino conquistador. Mas não existe gloria absoluta, assim, logo a pregressa reação estava ali presente, e um amontoado de marimbondo sem teto avançou sobre minha cabeça numa vingança fatal, com picadas doloridas sucessivas, forçando soltar as mãos dos apoios e o corpo em queda livre. Somente o circulo de pedras brutas lá em baixo esperando. O resultado foi uma fratura semi-exposta, do cotovelo esquerdo.
O mal estava consumado e, aquele local isolado, sem transporte, sem assistência, não era exatamente o ambiente para um garoto de 11 anos, cheio de dores e apavorado pelo diagnóstico fatal da benzedeira que isolou a lesão com uma bandagem do tecido da ex-camisa do seu ex-marido, em cima da banha de carneiro.
Foram os três dias mais longos de minha infância, os meninos se revezando lá em baixo na porteira a espera que algum carro passasse pela estradinha de terra, para e me levar ao hospital.
Eram muitas as lágrimas pela estrada esburacada a caminho de socorro, e no caminho perguntava a meu tio se a morte era aquela dor insuportável, esperando uma resposta animadora, mas ele fingia não ouvir. Agora minha companheira era a dor e o medo e meu tio não podia ficar no hospital comigo, tinha a responsabilidade da usina para cuidar, assim ele se despediu assim que me entregou no hospital.
V
Lá apareceu um homem sério com touca e uniforme todo azul, era o medico, meu salvador, e enquanto desamarravam aqueles panos enrolado no braço, começou a sair um cheiro ruim, era de duas grandes bolhas amarelas no lado interno do cotovelo. Uma infecção, e podia ler o diagnóstico no rosto desanimado do medico e só depois descobri que ele escondia uma mascara de oxigênio numa das mãos nas costa e me apagaram.
No outro dia acordei atordoado e assustado, deitado numa cama um salão cheio de doentes. Estava escuro, sentia o braço engessado até o ombro. Comecei a chorar ali sozinho com muito medo de morrer, foi quando apareceu uma enfermeira com uniforme verde clarinho, um pano na cabeça, era uma freira enfermeira e sua presença me consolou, trocou o lençol mijado e se foi.
Pela manha, conheci o local que passaria meus próximos 14 dias até resolver a suspeita de infecção no braço. Como era  o único menino do salão, me deixaram numa cama muito alta com grades laterais. Não conseguia descer dali para ir ao banheiro,  devido ao braço engessado, imobilizado. O desespero me abateu comecei a chorar, fazia muito isso, era o medo da morte, foi quando alguém puxou uma cordinha pendurada na parede e logo surgiu outra freira enfermeira usando o mesmo uniforme verde claro e lenço na cabeça. Aquele anjo me libertou das grades e fui correndo para o banheiro, e ao voltar, recomendou que ficasse somente deitado para facilitar o restabelecimento. Passamos um bom tempo conversando, se estabeleceu um clima mais suave, e senti me tornando um mascote daquela sala, preferido das enfermeiras. Todos os internos era adultos, curiosos e carinhosos, gostavam de conversar comigo.
VI
Quarto dias se passaram naquele local monótono, isolado do meu mundo,  e logo comecei  aprender dominar o isolamento da cama, pulava as grades de ferro, conhecia melhor  meus vizinhos de leito. Era bem divertido conversar com eles, e aos poucos fui gostando daquele lugar, e até esquecendo que estava sozinho num hospital longe da família.
Na tarde do quarto dia, veio outra enfermeira buscar-me para o banho, e falou isso ali no centro do salão e todos agora sabiam que uma mulher estranha iria me dar banho. Aquilo me deixou constrangido, pois me julgava capaz de fazer isso sozinho, no entanto reconheci que o braço imobilizado dificultava a tarefa.
Submetido ao forte argumento, quando dei conta, estava sentado nu, em uma banheira cheia de água morna. Pediu para levantar para ensaboar e descobriu ali minha tímida e secreta fimose. Segurou o pintinho envergonhado, sugerindo que um dia eu precisava fazer uma pequena cirurgia.
O banho deveria ser coisa rápida, mas ela era paciente, deslizava o sabão lentamente pelo corpo, depois pedia para sentar para lavar a espuma. Sempre sorridente, perguntava se estava fazendo cócegas. Pediu para levantar para me enxugar, mas as cócegas me deixaram estimulado, uma reação involuntária, e mesmo assim tocou na fimose para observar direito, depois me envolveu todo com a toalha, abraçou e me levou de volta para cama.
Era minha enfermeira preferida, e quando passava perto da cama, brincava de fazer cócegas e conversar um pouco. Ela sabia que isso era agradável, nossa diversão favorita. Quando lembrava no banho, ficava imediatamente estimulado, era tudo novo aquilo, então comecei a ensaiar a primeira masturbação. Antes preferia andar pelo salão e conversar com os amigos adultos, agora o pensamento andava longe, algo diferente estava acontecendo a meu corpo, gostava de pensar nas mãos da enfermeira e nas cócegas.
Passaram-se dois dias, era novamente a hora do meu banho. Estava ansioso e meio envergonhado dos últimos pensamentos eróticos. Dessa vez fiquei esperando perto do banheiro para não ser visto estimulado, afinal usava somente um  avental fino e folgado, e qualquer manifestação seria facilmente percebida.
O banho começou tranqüilamente, porem estava mais sério que antes devido à expectativa. Desta vez em quanto ela passava o sabão, não consegui resistir àquela estimulação. Entrou sabão nos olhos e enquanto tentava me recuperar, me senti devorado pala sequência e massagens com sabão. Tudo aquilo seguia com seriedade,  custava acreditar que ela tinha propósito de estimular. Senti-me um pecador com maus pensamentos das intenções daquela freira enfermeira, e réu confesso a ser condenado ao mármore do inferno.
Terminado o banho, hora de ficar de pé para ser enxugado. Já estava muito excitado e envergonhado, tanto que me negava a olhar os olhos dela. Eu ali em pé ereto sobre um banquinho,  ela passando a toalha, se aproximando aos poucos, podia sentia o perfume, o coração disparou, já dava para sentir sua respiração ofegante, colou o corpo, o rosto, e as mãos continuavam passando a tolha. Acelerou o ritmo dos movimentos, agora me estava apertando e soltando, de repente apertou forte e parou, e começou a tremer. Senti meu corpo arrepiando, estremecendo, e aquilo não era dor nem cócegas, era o calor daquele contato físico de dois corpos vibrando. Não conseguia mais pensar, segurei seu pescoço com toda força que eu tinha e, me entreguei ao sentimento emoção desconhecida, fazendo minha primeira viagem para o universo maravilhoso desse prazer, viagem do  meu primeiro orgasmo.
Quando terminou aquele momento de encanto, senti como se retornasse ao mundo do hospital numa viagem de volta,  depois tive vontade de sair correndo de lá, fugir, desaparecer num buraco no chão. Então ela foi soltando a pressão do abraço, me olhou como nada tivesse acontecido ali, era um segredo, nosso segredo incontável e me carregou nos braços novamente, enrolado na toalha de volta à cama. Naquela noite, voltei por ao banheiro em busca daquela magia, e a lembrança de tudo aquilo me excitava com freqüência e descobri a me masturbar, podia trazer  de volta aquele orgasmo, sim, a mágica deliciosa estava no meu corpo e eu podia manifestá-la a meu comando. Essas lembranças sempre foram muito nítidas em minhas fantasias, elas vem acompanhada de minha iniciadora, a freira enfermeira, e a encontro constantemente nas fantasias com minhas mulheres de paixão e sei que isso tudo me tornou um homem melhor e feliz.
antropologo_ssa