quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Boquete no trem




Interessante com certos acontecimentos marcantes ocorrem em ocasiões imprevisíveis, como foi num período agitado, quando eu fazia faculdade de  engenharia na cidade de Barretos, morando em “republica” com mais quatro colegas, cada um de cidades diferentes. Minha família morava em Santo André, e eram mais de 400km de distancia que separava do carinho materno e amigos da infância.
Essa distancia e as dificuldades financeiras faziam com que as viagens para visitar a família fossem de apenas uma vez a cada dois meses, para reabastecer de abraços e dinheiro para custear as despesas regradas.
Era a única faculdade da cidade, e o vestibular era feito na USP, de forma todos os estudantes ali viam de outras cidades, e a opção mais econômica na época para rever a família era viajar de trem da Paulista para São Paulo, que saia todas as noites da plataforma da estação de Barretos. Ali iam somente alguns estudantes de menor poder aquisitivo (a maioria ia de ônibus, leito) e outros moradores  o que não chegava a lotar os vagões naquela viagem animada.
Numa dessas viagens aventura, também embarcou um pessoal de uma família conhecida, algumas meninas animadas, na faixa de 15 a 17 anos. Nos cumprimentamos de longe, fingindo desinteresse mas felizes por partilhar com elas aquelas horas de convívio. Elas ficaram em outro vagão adiante do carro restaurante e nós no penúltimo carro.
Lá pelas 22:00h, estava sem sono e agitado, fui beber alguma coisa para afugentar o tédio, e lá no carro restaurante as encontrei lanchando e bebendo refrigerante. Dei um jeitinho e entrei na conversa animada, foi quando conheci Anna, talvez 16 anos, morena alta, olhar sedutor de menina mulher. Cabelos castanhos pouco abaixo dos ombros. Usava uma camiseta amarela folgada, bem decotada que deixava ver os bicos dos seios contundentes. Fui me aproximando dela e nossa conversa foi fluindo com  leveza. Ficamos ali mais de uma hora numa troca de risos e olhares. Quando já se aproximava da meia noite, era final do expediente do restaurante, o pessoal começou a se dispersar, e ficamos somente nós ali mais um pouco, jogando conversa. Falei pra ela que estava sentado no carro posterior ao carro restaurante, e a convidei para irmos lá dar uma movimenta. Chegando lá, nos sentamos próximos, estava meio frio, com o vento entrando pelas janelas abertas. Tirei um lençol da mochila e a ajudei a se aquecer. Ficamos assim, quase que abraçados, sob o lençol. Foi então que ela resolveu esticar as pernas, deitou a cabeça no meu colo, joelhos dobrados no braço da poltrona no corredor.
Ela se movia enquanto conversava, e nisso dava pra sentir seu rosto deslizando no meu colo, e aquilo me estimulava muito. Mas fiquei com receio de avançar naquele impulso de reagir segurando ela e assustar. Os movimentos do trem e aquela luz fraquinha no teto conspiravam no meu desejo.
 O assunto foi se acabando, agora era o desejo e a cumplicidade da fantasia, eram visíveis os movimentos dela esfregando seu rosto nas minhas pernas. Então cobriu o rosto com o cobertor, encostou sua boca por cima da calça sobre aquele pau pulsando. Começou a dar beijinhos leves e discretos, sem mover a cabeça. Coloquei minha mão sobre sua cabeça, na aprovação daquela brincadeira deliciosa, mas para minha decepção, ela parou os movimentos, ficou imóvel, mas ao retirar a mão de sua cabeça ela retomou aos movimentos, cadenciados, e assim começamos a estabelecer uma comunicação.
Os movimentos iam ficando mais atrevidos, quando ela desceu o zíper de sua calça e enfiou uma das mãos entre as pernas. Minha respiração estava ofegante, respirava fundo e tentava facilitar que sua boca encontrasse minha glande. Aquilo realmente estava acontecendo, e quando ela se agitou mais, soltou meu cinto, abriu a calça e puxou afoita, de dentro da cueca aquele troféu pulsante. Enfiou inteirinho na boca e foi se acalmando. Finalmente ali quietinha sob o lençol , havia encontrada uma posição favorável,  e com uma de suas mãos entre suas pernas e a outra controlando o pênis, gemia baixinho no ritmo dos movimentos. O barulho das rodas sobre o trilho abafava os gemidos. Confesso que desejava que o tempo parasse ali, mas de repente ela ficou rígida e tremendo, me chupou com tanta força que parecia querer acelerar a saída de todo esperma contido, para dentro da boca. Depois foi relaxando, ficou ali parada quietinha, sempre com a cabeça sob o lençol. Creio que estava repassando o filme, a ficha havia caído e qual destino dar ao esperma que havia inundado sua boca. Engolir ou cuspir?
Passados uns três minutos naquela quietude, ela se levantou sem dar uma palavra, e desapareceu em direção do vagão que estava sua família e amigas. O sono veio e quando acordei estava chegando a São Paulo.
Passaram-se quase três anos, e uma tarde no campus da faculdade, vi aquela garota do trem, sentada no gramado com o namorado. Estava linda, seu corpo tomou mais proporções de adulta. Parei olhando de longe, e enquanto ela beijava apaixonadamente o namorado, a lembrança voltou a me excitar, e me perguntei: ela engoliu o esperma?

Nenhum comentário:

Postar um comentário